Terapia
O caminhar terapêutico é um contínuo encontro consigo. Às vezes é um passeio leve, outras, uma travessia árdua por sombras e pântanos – mas sempre em companhia.
Ao longo da jornada, emergem tesouros e monstros, lágrimas e sorrisos. A cada passo, o Eu pode se desfazer da ilusão de sua soberania e reconhecer a vida múltipla que o habita. Deixa, assim, a regência solitária de uma cela para habitar as ilhas e oceanos da psique.
Afastar-se desse caminho, de si mesmo, é adoecer. É, sem perceber, viver como um outro, sob o peso de leis emprestadas e contraditórias.
No trabalho de diferenciar e integrar, o que somos se revela aos poucos, o que estava estancado volta a fluir. E a criança que fomos, ainda viva em nós, encontra espaço para contar seus medos e sonhos.
