Alquimia
Jung encontrou nos mais diversos textos alquímicos importantes paralelos com sua própria forma de compreender a experiência e os processos da psique. Muito além da busca por transmutar chumbo em ouro literal, os tratados escritos em linguagem simbólica revelavam um complexo sistema de meditação e transformação psicológica.
A profusão de imagens e símbolos em constante transição apresentava analogias com as estruturas dos sonhos, de modo que observá-los através da lente alquímica possibilitava, muitas vezes, descobrir novos caminhos para situações antes estagnadas – também na vida.
Em uma primeira aproximação, o campo costuma parecer estranho. Aos poucos, porém, os conceitos tornam-se mais familiares, ainda que, como é característico da linguagem simbólica, mantenham-se sempre um pouco além da plena compreensão do intelecto.
Quando li Anatomia da Psique – um dos livros clássicos sobre Alquimia na Psicologia Analítica, de Edward Edinger – fiquei intrigado com os diagramas que abrem cada capítulo. Cada um apresentava uma operação alquímica e os principais termos associados a ela. (Mais abaixo, reúno-os com uma imagem representativa).
Dada a continuidade entre os conteúdos, sempre pensei em reunir esses diagramas em um só mapa. Eventualmente, iniciei a confecção e, da coniunctio à coagulatio, a trama unificada foi tomando forma.
Em sua configuração final, essa costura caótica, assim como um céu estrelado, parece convidar o olhar a um passeio descompromissado, repousando apenas nos pontos mais atraentes em um momento qualquer ou, então, a seguir um trajeto específico, acompanhando o desenho de uma das constelações.
Para circular pelo diagrama unificado, clicar em:













